Casualmente, em alguma esquina ou na escadaria do metrô... sem aviso, sem pressão... só sorrisos e intenções.
Sem preocupação e sem pressa. Com borboletas no peito e quem sabe um pouco de medo, mas nada de complicações.
Tem que ter sentimento, alma, motivos... tem que ter instinto!
Tem que sumir com o mundo ao redor pra ter espaço pra inconseqüência e valentia e pra arriscar um movimento mais ousado as vezes, tem que bancar as atitudes até o fim.
Pode ser o técnico do Speed, o instrutor da auto-escola, aquele seu amigo que você não vê há anos. E talvez não haja tempo pra trocar telefones, porque os encontros perfeitos acontecem naquele dia que você saiu com atrasada e não lavou o cabelo, depois de um longo dia de trabalho ou no estacionamento, quando carregada de compras alguém te ajuda a abrir o porta-malas do carro.
É gostoso saber que o outro fuçou no seu orkut depois pra descobrir um pouco mais de você ou convenientemente “estar de passagem” naquele restaurante em que você almoça todos os dias.
Bom mesmo é ser natural e sem traje de gala, talvez cedendo a vez na fila do caixa, talvez comprando meias com a sua mãe...
Essencialmente divertido, moderadamente apimentado.
Tem que ter piadas, cheiros, um toque de leve na cintura na hora de cumprimentar com um beijo. Mesmo num ambiente de trabalho onde essa despedida é algo inusitado.
É preferível o jogo da conquista ao convite pra balada da moda...
Mas não é só disso que é feito o melhor primeiro encontro da sua vida, porque isso tudo é relativamente fácil. O desafio é a certeza de que haverá um segundo, terceiro... Saber que o cara achou um jeito de te descobrir, que reinventou o seu dia pra esbarrar de novo contigo e que rompeu as barreiras da distância e da preguiça só pra te encontrar.
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